terça-feira, 27 de julho de 2010

soneto sem senti(n)do.

Quando eu não consigo escrever o que eu sinto,
me sinto presa em mim mesma
Falo para os meus sentimentos me soltarem,
e solto um grito que a minha liberdade anseia. 


Quando as palavras me fogem dos dedos
fujo pros braços infinitos da minha memória
Peço que ela me empurre pra lugares bons e esquecidos
e esqueço do que me prende e me lanço em todo agora.


Preciso escrever para que as palavras não me sufoquem com pensamentos
Para que eu caminhe mais leve, dividindo o fardo
Para que canções sejam feitas e presentes sejam dados.


Preciso escrever para eu mesmo de longe possa te abraçar
Para que nada se resuma no aqui e para que o tempo faça sentido
Para que o mundo seja descrito em uma voz no seu ouvido.

9 comentários:

Carolina Tavares disse...

Preciso escrever... é terapêutico, lindo demais.
Bjs

Nathalia Lima disse...

Há tempo que acompanho seu blog, gosto do jeito que escreves, mas esse teu texto disse tudo que quero dizer nos últimos tempos e não consigo.

Lindo. Simples. Profundo. Como suas palavras costumam ser. :) Gosto disso!

Alice disse...

preciso escrever para as palavras gritem o que eu não sei nem sussurrar.

mari linda, que as palavras possam de levar aos melhores lugares.

:*

Você em Pauta disse...

Preciso escrever para que eu mesma de longe ti abrace......

Sinta-se abraçada por esta escrita

Felliphe

Lilah Costa disse...

Mari, tem um mimo pra vc no meu blog!
http://www.fllorella.blogspot.com/
Beijos

Bárbara Guimarães disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Bárbara Guimarães disse...

compartilho da necessidade.. =T

Gaby Soncini disse...

"e esqueço do que me prende e me lanço em todo agora"

E as palavras tem esse poder.
As palavras abraçam mesmo.

Lindo Mari.

Grande Beijo!

Sonia Agreste disse...

(Com.versando com você)

Sem nada a dizer,
peito cheio de emoção se trancafia.
De vez em quando se expressa,
se articula, se expõe.
Nem sempre.

Que dias felizes,
de vez em quando!
São como o desabrochar de flores raras
em tempos de outono.
ou como o frescor na pele,
depois do banho...

Quem dera este quando fosse de vez.
Nem sempre.