sábado, 8 de agosto de 2009

diario de bordo.


[ Dedico esse post à minha queridíssima amiga, Carol Ianino (hihi), que eu amo tanto e que acredita em mim e nos meus talentos. Obrigada, friend!]

5 de agosto de 2009

Meu quarto – Base YWAM Swaziland

Quanta poesia há numa ventania! Hoje eu acordei pensando que estava numa cabana perto do mar, mas na verdade. O barulho das ondas era o vento batendo nas folhagens das árvores aqui da base. O som é tão lindo! Será que Deus copiou o som das árvores e pos no mar ou vice-versa?

De qualquer forma, isso não importa muito agora. O que importa mesmo é que eu O encontro em ambas as coisas e em muitas outras. Ele pra mim é como esse vento forte e constante que bate nas folhas não as deixando sempre na monotonia de estar sempre presas à um galho. Sinto-me como um dessas milhares de folhas quem clamam e anseiam por uma ventania para refrescar seus galhos e revelar seus verdes.

Deus tem me dado muitas ventanias ultimamente. Espero que elas sigam constantes. E se por acaso alguma delas vier de uma maneira tão forte que me desprenda do galho e me leve pra outro canto, eu nem vou me importar. Pois na verdade o bom não é viver de ventanias, o bom é estar junto com o Vento. Sempre.

Mariana Magno

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Subir


Seu moço, ainda estou pra ver
o dia em que tropeço no vão da paixão
e acabo de uma vez com esse sofrimento
de não achar o dono do meu coração

No dia em que eu der de encontrar
será o mais belo filho da ternura
que ele entre pela porta a dentro
e me prenda com as cordas desse violão

Que ele chegue de manso com o sorriso doce
e me ponha a cantar por aí
nós dois juntos até o fim
cantarmos as notas
dançarmos às voltas
Subir

[Samba lindo do meu queridíssimo amigo, Felipe Vellozo que entende muito bem de música e do meu coração]

quinta-feira, 2 de julho de 2009

...




pensei agora em nossos sentimentos
costumava só pensar nos meus
e percebo que é muito mais fácil ser só um
e muito melhor ser dois

mas talvez agora seja tarde pra essas minhas conclusões
afinal depois daquela frase havia um ponto final
mas pensando bem nunca foi difícil transformar um ponto final em reticências

. ..


sexta-feira, 19 de junho de 2009

despedida & saudade


Pensei hoje em fazer umas cartas de despedidas.

Daí pensei em despedidas, e me veio muitas lembranças, confesso que não muito boas, afinal, despedida é uma palavras ruim de se dizer, de rimar, de se colocar numa frase, numa fase e é incrível como fica boa perto de um ponto final. Então é assim que vou colocá-la: despedida.
Depois disso pensei nas cartas, que ao contrário da despedida, me remete à momentos muito bons da minhas vida, meus 16, 17 anos, quando eu trocava infinitas e deliciosas cartas com uma amiga de Minas Gerais. Que saudade. Saudade, outra palavra que fica boa com despedida, com carta e que me leva pros meus próximos pensamentos...
O hoje. Hoje foi um dia bom. Com um tom de despedida, uma pitada de saudade e de muitas cartas. Quanto à estas ainda não as escrevi, não por falta de palavras muito menos de sentimentos.
Apenas uma vontade em adiar a despedida e a saudade.
Mas já já as escrevo.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

necessidade básica.

foto por: carol cattan

hoje eu só queria mais tempo
pra fotos pensadas
conversas demoradas
e sonhos sem fim.

terça-feira, 2 de junho de 2009

sobre ela.


ela é como o detalhe de um vestido branco, feito de algodão, feito pelas mãos de quem conhece o corpo que será o seu dono
ela é como o som do passarinho da sua janela, que vem junto com a manhã, que te acorda pra um novo dia
ela é como uma música que te acalma, que preenche o ambiente, que aquece a alma
ela é como sua sobremesa preferida, como uma brisa fresca num dia quente, como uma memória feliz, como o cheiro da chuva
ela é simples, única e verdadeira.

tem gente que a chama de alegria plena
eu prefiro chamá-la Paz.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

agradecimento.


é que às vezes dói
e muitas das vezes a dor nem é mesmo minha
tomo as dores dos outros
às vezes do mundo inteiro
e as aconchego aqui, no meu lado de dentro
onde ninguém as encontra
e onde eu não consigo arrancá-las
elas vêm junto com meu pensamentos
passeiam em minha mente feito as mocinhas na calçada
com ar de que nada querem mas de quem tudo faz 

alivio essas dores cantando, dormindo, lendo
mas principalmente escrevendo
pois quando escrevo, já não são mais minhas as dores
compartilho-as com você
e já não me doem tanto...
já não me doem muito...
já nem me doem....

obrigada.