segunda-feira, 20 de setembro de 2010

a flor e o pássaro



ele um dia me chamou de flor
e eu como uma boa flor fiquei em meu jardim
olhava sempre pro alto esperando que ele pousasse
e assim ele sempre fazia
de vez em quando, quase sempre, quase nunca
as outras flores insistiam pra que ele ficasse,
mas eu gostava da brisa que vinha do bater de sua asa
e do frescor da sombra que se fazia sobre mim


sua liberdade pra mim é mais importante que meu amor.
eles se complementam.


Para quem é permitido voar
o repousar é casa.

4 comentários:

Denis Campos disse...

que bonito, como sempre (:

Gaby Soncini disse...

Eu achei tão lindo que até me doeu.

Há sempre aqueles que querem voar, e aqueles que querem pousar.

Lágrimas e sorriso nos meus olhos neste fim de tarde nublado.

Grande beijo.

Pâmela Grassi disse...

Mari,

teu poema traduziu-me,
amores passarinhos numa gaiola aberta,

beijos

Alice disse...

Amor sabe voar né? Às vezes faz bem, as vezes a gente acha que não. Mas é amor, e ele sabe o que faz.

Mari linda,

beijo